Complexo da Pampulha


          Complexo da Pampulha

(Croqui- Oscar Niemeyer- Complexo da Pampulha Pampulha)
        
      Com a expansão de Belo Horizonte na década de 40 e a comando do prefeito Juscelino Kubitschek a modificação do espaço urbano objetivava a criação de uma cidade vanguardista, o que se fez necessário passar por um período de modernização. Perante a isso, diversas influências modernistas da época, compuseram um conjunto de ideias que resultou na construção do Complexo da Pampulha, principalmente a renovação estética.
(Igrejinha da Pampulha em 1950/2015)

           As inovações arquitetônicas, principalmente na Igreja de São Francisco de Assis, causaram um forte impacto na sociedade. A capela demorou cerca de 15 anos para ser consagrada pelas autoridades eclesiásticas.  É também a primeira a ser lembrada quando se trata da Pampulha. Seu interior abriga a Via Sacra, constituída por 14 painéis de Portinari, exterior constituído por jardins de Burle Marx e arquitetura do renomado Oscar Niemeyer.
Casa do Baile

    O conjunto apresenta diversas características da arquitetura moderna, tais como o concreto armado, as fachadas de vidro, planta livre – permitido através da inserção de pilares conforme apresenta Le Corbusier – e amplas janelas.
               






           O Museu de Arte Moderna, antigo Cassino, foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído. Com a utilização de materiais nobres como mármores, colunas de aços inoxidáveis, pedras semi preciosas, a alta burguesia exibia o seu charme e elegância em seu deslocamento pelo prédio. Transformava o cenário noturno de Belo Horizonte, uma vez que recebia pessoas de todo o país. Porém, no ano de 1946, o presidente General Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo em todo o Brasil. Depois de quase uma década, o cassino passou a abrigar obras de arte contemporânea brasileira, com exposições de artistas como Salvador Dalí e Pablo Picasso.
               

Cassino - Atual Museu de Arte Moderna
               


      Devido a riqueza arquitetônica e paisagística no Complexo da Pampulha, ela se torna um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. Um local destinado, sobretudo, ao lazer, encanta por suas belezas naturais como a lagoa, vegetação, e também pelo conjunto artístico em seu entrono. 






            Atualmente o complexo está sendo analisado para concorrer o título de patrimônio cultural da humanidade.

(Lagoa da Pampulha - vista aérea  / Iate Golf Club)


LINHA DO TEMPO
– 1936: O então prefeito Otacílio Negrão de Lima dá início à construção da barragem da Pampulha, para dar à cidade uma área de lazer, obra ampliada por JK no início dos anos1940
– 1940: JK, eleito prefeito de Belo Horizonte, conhece Oscar Niemeyer, ao qual encomenda um projeto arquitetônico para a orla da Lagoa da Pampulha
– 1943: Com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas do então governador Banedito Valadares, JK inaugura o completo de lazer e turístico
– 1946: O então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, proíbe os jogos de azar no Brasil, e o Cassino da Pampulha é fechado. Prédio foi reaberto em 1957 como Museu de Arte
– 1959: A Arquidiocese de BH finalmente consagra a Igrejinha da Pampulha, depois da recusa em 1943, porque discordava das linhas curvas de Niemeyer
– 1996: O município reivindica da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade para o conjunto da Pampulha, que só será concedido depois das restaurações
– 2002: A Casa do Baile, fechada em 1946 e depois usada com outros fins pelo município, é transformada em centro destinado ao urbanismo, arquitetura e design.


Referências Bibliográficas
http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Brasilia/BeloHorizonte

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